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Publicado em 23/11/2021 à 06:11:12
Por: Assessoria de Comunicação
Quatro décadas de ensino sobre o valor das flores
Desde o ano de 1980, professor da UFSC ensina a acadêmicos, principalmente do curso de Agronomia, o potencial das plantas ornamentais

São cerca de quatro décadas ensinando as técnicas de produzir as mudas e o valor ecológico e "afetivo" de plantar, colher, colorir e perfumar os canteiros da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a beleza e o aroma das flores. Desde que foi contratado pela UFSC, o professor Enio Luiz Pedrotti desenvolve, apenas com alguns intervalos para estudos no Exterior, o projeto “Plantas ornamentais: potencial para desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão”. A partir de 1980, em todos os semestres, acadêmicos de diferentes graduações agregam qualificação profissional - e por que não pessoal -, adquirindo e produzindo conhecimentos sobre plantas ornamentais.

“Em cada semestre, os alunos realizam trabalhos práticos de produção de mudas. Ao final, as mudas são avaliadas para efeitos de relatórios de aprendizado em atividades práticas. Após, fazem o plantio de mudas no Centro de Ciências Agrárias (CCA), no campus Trindade da UFSC e na Fazenda Experimental da Ressacada da UFSC. E, após as avaliações e o plantio das mudas na UFSC, o excedente das mudas é utilizado para as atividades de extensão fora da universidade. Além disso, se há interessados em adquirir mudas ou plantas, elas são comercializadas, seguindo a legislação da UFSC para venda de excedentes”, explica o professor Enio Pedrotti.

 

A comercialização das mudas e plantas que sobram destes projetos é divulgada pelo site da UFSC. Em novembro de 2021, por exemplo, o Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC informava a disponibilidade para venda de exemplares de orquídeas do gênero Oncidium sp ao preço de R$ 10 a unidade. Os recursos destas vendas são utilizados para a compra de vasos, substratos e outros insumos. O desenvolvimento do trabalho tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “Sempre tivemos uma boa parceria com a Fapeu em tantos outros projetos”, observa o professor.

Estudantes

Estudantes das disciplinas de Paisagismo do curso de Agronomia, alunos na disciplina de Floricultura da Arquitetura e Biologia e acadêmicos de Morfofisiologia Vegetal da Tecnologia de Alimentos são os principais beneficiados com o projeto. “Nestas três disciplinas (Floricultura, Morfofisiologia Vegetal e Paisagismo), os alunos desenvolvem alguma atividade prática de produção de plantas”, conta Pedrotti. As espécies mais trabalhadas em sala de aula, ou melhor, nos canteiros são a produção de mudas de orquídeas, petúnias, calêndulas, cravo de defunto, onze-horas, begônias, bem como arbustos e árvores ornamentais.


Além do aprendizado pessoal e acadêmico, o projeto traz de carona outros benefícios sociais. “O primeiro benefício para a sociedade é a formação de recursos humanos. O retorno à sociedade de profissionais melhores formados é um dos grandes objetivos da universidade. O segundo é que, através de projeto de extensão, este trabalho tem fornecido mudas de flores para plantio pelos alunos no CCA, no Campus Central e na Fazenda Experimental da Ressacada, ou feito doação das mudas a professores interessados em plantar no campus ou também para as comunidades vizinhas à UFSC”, destaca o coordenador do projeto.

Economia

Além desses fatores locais e pessoais, também há o elemento econômico como alternativa de mercado para os futuros profissionais. A agricultura urbana hoje é considerada um excelente nicho para o desenvolvimento de projetos de hortas urbanas e de paisagismo em prefeituras, loteamentos, comunidades carentes ou entidades de assistência social etc. Atualmente, o setor de plantas ornamentais é um segmento em crescimento – alavancado ainda mais na epidemia. "Se o coronavírus desacelerou o projeto, em razão da necessidade de isolamento sanitário, o cuidado com as plantas, a chamada 'plantoterapia', passou a ocupar um maior espaço no lazer das pessoas", observa Pedrotti.


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), no começo de 2021 o Brasil contava com cerca de 8 mil produtores de flores e plantas. Juntos, eles cultivavam mais de 2,5 mil espécies com cerca de 17,5 mil variedades. Na época, o segmento era responsável por 209 mil empregos diretos, dos quais 81 mil (38,76%) relativos à produção, 9 mil (4,31%) à distribuição, 112 mil (53,59%) no varejo e 7 mil (3%) em outras funções, em maior parte como apoio, além de contabilizar cerca de 800 empregos indiretos. Em 2020, ainda de acordo com o Ibraflor, teria movimentado R$ 9,5 bilhões. E o ano de 2021 fechou com um crescimento de 35% em relação ao ano anterior.

 

"A pandemia realmente impactou até sobre o projeto. Porque impossibilitou a realização dos trabalhos práticos das disciplinas, diminuiu muito a produção de mudas, as metas, os alunos envolvidos, o plantio e a venda de plantas. Se, por um lado, as plantas ocuparam um maior lugar no lazer durante a pandemia, por outro, a ausência dos alunos na UFSC fez com que um dos pilares do projeto quase ruísse. Afinal, como o próprio título anuncia, o projeto faz um elo entre o potencial de ensino, pesquisa e extensão e a consequência deste entrelaçamento são as flores e plantas produzidas como “excedente” desta proposta. Esperamos que, com a volta do ensino presencial, tudo possa retornar ao ritmo que começou”, comentou o professor Enio Pedrotti. Na verdade, é o que todos esperam. E que as flores e as pessoas voltem a brilhar como sempre.


PROJETO: PLANTAS ORNAMENTAIS: POTENCIAL PARA DESENVOLVER ATIVIDADES DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO / COORDENADOR: Enio Luiz Pedrotti / enio.pedrotti@ufsc.br / UFSC / Departamento de Fitotecnia / CCA /

 

* Esta reportagem integra a edição número 13 da Revista da Fapeu que está disponível em https://abre.ai/revistadafapeu

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