Projeto sobre pesca colaborativa com botos apresenta trabalho em Laguna
18 de agosto de 2025
A equipe do projeto “Saberes e práticas tradicionais associados à pesca artesanal com auxílio de botos em Laguna (SC) e demais ocorrências no Sul do Brasil” promoverá na próxima sexta-feira, dia 22, no escritório do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Laguna, o segundo evento para apresentação dos resultados da instrução técnica do trabalho. O primeiro evento ocorreu dia 14 de julho, em Imbé (RS),
Coordenado pelo professor Caetano Sordi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o projeto trabalha na proposta que busca junto ao Iphan o reconhecimento da pesca colaborativa entre humanos e cetáceos como patrimônio cultural imaterial brasileiro.
Iniciado no segundo semestre de 2023, o trabalho foi realizado em estuários de Laguna e do Rio Tramandaí, entre os municípios gaúchos de Imbé e Tramandaí. Com a participação de pesquisadores do Coletivo de Estudos sobre Ambientes, Percepções e Práticas (Canoa), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC, e do Projeto Botos da Barra, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a iniciativa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu).
“A Fapeu exerce um papel importante no projeto ao executar a gestão administrativa e financeira, orientando e assessorando a coordenação e os demais pesquisadores da área finalística quanto às demandas e processos relativos ao seu bom funcionamento”, disse o professor Caetano Sordi em reporagem da Revista da Fapeu publicada em 2024 e disponível em https://fapeu.org.br/revistafapeu
Em julho, o primeiro evento envolveu a explicação para os pescadores artesanais e para a comunidade sobre a política nacional de patrimônio imaterial. Também foi realizada a exibição dos registros audiovisuais da pesca com botos que foram produzidos durante o processo técnico.
“O evento de sexta-feira, dia 22, será o último nos territórios. Depois, planejamos fazer um evento acadêmico na UFSC”, disse o coordenador da iniciativa, Caetano Sordi.
Após, os próximos passos serão a entrega do dossiê e demais produtos (documentários e acervo fotográfico) ao Iphan, que vai elaborar um parecer conclusivo e encaminhar ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto. A expectativa é de que o dossiê do projeto seja apreciado na primeira reunião de 2026.