UFSC lança oficialmente o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14, evento apoiado pela Fapeu

19 de agosto de 2026

Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3
Imagem 4
Imagem 5

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou oficialmente, na quarta-feira, dia 19, no Auditório da Reitoria, o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14. Promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC), o evento, que conta com gestão administrativa e financeira da Fapeu, será realizado de 26 a 30 de julho de 2027, na Universidade, com o tema “Corpos-territórios: (eco)feminismos diversos na luta por vidas”.

Realizado pela UFSC há mais de 30 anos, o Fazendo Gênero reúne atividades relacionadas aos estudos sobre feminismos, gênero e sexualidades e deve receber, em sua 14ª edição, pesquisadores, estudantes, membros de movimentos sociais, gestores públicos, artistas, ativistas e interessados no tema.

As ministras das Mulheres, Márcia Lopes, e da Igualdade Racial, Rachel Barros; o reitor da UFSC, Amir de Oliveira; a vice-reitora, Felipa Amadigi; a diretora do IEG, Débora de Carvalho Figueiredo; e as coordenadoras do Fazendo Gênero 14, Juliana Salles Machado e Jozileia Kaingang integraram a mesa de autoridades.

Em sua manifestação, o reitor Amir afirmou que “os estudos de gênero têm impacto fundamental na definição de políticas públicas, na definição de direitos e na assistência à saúde, à educação e à cultura, em todas as organizações públicas e privadas, entre as quais a nossa Universidade”. O reitor também mencionou desigualdades como a disparidade salarial, a sub-representação das mulheres, a violência, a intolerância política e a sobrecarga de trabalho invisível. Segundo ele, “o diálogo sobre o gênero é indispensável para propor caminhos à igualdade, à equidade e à inclusão, além de concretizar a responsabilidade da universidade pública de participar desse debate e contribuir com a sociedade brasileira”.

Amir destacou ainda a universidade pública como espaço para o diálogo entre diferentes vozes, histórias, experiências e percepções. Sobre a realização do seminário, informou que a Universidade participa da organização e das providências necessárias para a realização do evento.

A vice-reitora Felipa destacou a trajetória do Fazendo Gênero, “que ao longo de sua história, tornou-se um espaço de produção de conhecimento, de encontro, de resistência e de transformação. É um espaço que aproxima a Universidade dos movimentos sociais, reúne diferentes gerações e coloca em diálogo experiências, pesquisas e lutas que ajudam a compreender e transformar a sociedade”, afirmou.

Felipa também relacionou o tema do seminário ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Para a vice-reitora, o enfrentamento ao feminicídio exige redes de proteção capazes de acolher as mulheres e oferecer condições para o rompimento dos ciclos de violência. Ela também destacou que diferentes grupos de mulheres podem vivenciar situações de violência e encontrar diferentes condições para buscar ajuda. “Que mulheres estamos conseguindo proteger? Quem consegue chegar aos serviços? Quem é ouvida quando denuncia? E quem encontra condições reais para sair de uma situação de violência?”, questionou.

Felipa afirmou ainda que a produção de conhecimento deve contribuir para a compreensão das situações de violência e para a formação de pessoas capazes de reconhecer essas situações e acolher sem revitimizar. A vice-reitora também abordou a relação entre a produção acadêmica e as políticas públicas. “Esperamos que o que for produzido e debatido em nossa instituição consiga chegar às políticas públicas, aos serviços e à vida concreta das pessoas”, disse.

A ministra Rachel definiu o Fazendo Gênero como uma construção coletiva que reúne conhecimento, militância, arte, política e diferentes formas de manifestação. “O evento nos ajuda a pensar em perguntas muito importantes: qual sociedade queremos construir e o que estamos interessados a fazer para construir uma sociedade plural e diversa que tanto defendemos?”, afirmou.

Ao comentar a proposta de “reflorestar mentes, territórios e saberes”, apresentada no documento orientador da próxima edição, a ministra destacou a valorização de conhecimentos e memórias historicamente silenciados ou tratados como inferiores. “Esses saberes precisam ser valorizados e ocupar o centro da produção do conhecimento. Estamos falando de território, sexualidade, deficiência e dessa encruzilhada chamada interseccionalidade, que aparece de maneira muito significativa na proposta do Fazendo Gênero”, ressaltou.

A ministra Márcia ressaltou a dimensão histórica do Fazendo Gênero e o desafio de organizar um encontro internacional em que os conhecimentos e as propostas produzidas no evento ultrapassem os limites da Universidade. Durante a cerimônia, Márcia Lopes informou o apoio do Ministério das Mulheres ao Fazendo Gênero 14. A ministra também destacou a importância da integração entre políticas de gênero, raça e etnia e áreas como saúde, educação, assistência social, habitação, trabalho e previdência.

Antes da solenidade, as ministras participaram de uma reunião no Gabinete da Reitoria com representantes do IEG, da organização do Fazendo Gênero 14, de movimentos sociais e da comunidade universitária. O encontro tratou da preparação do seminário e de avanços e desafios enfrentados pelas universidades públicas.

Na ocasião, o reitor e a vice-reitora da UFSC entregaram às ministras um documento que reúne projetos e atividades desenvolvidas pela UFSC e indicaram possibilidades de articulação com os ministérios das Mulheres e da Igualdade Racial.

Mais informações sobre o seminário na página do evento e no Instagram em @fazendo_genero

Com informações de Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR | Secom
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Fotos: Gustavo Diehl | Agecom | Secom